Viagem de Bicicleta pela América do Sul

Uma jornada de 365 dias pedalando pela América do Sul sobre duas rodas por Thiago Fantinatti

Viajar de bicicleta pela América do Sul é uma aventura extraordinária que combina descoberta, resistência e conexão cultural. Ao longo de 365 dias, Thiago Fantinatti percorreu o continente de bicicleta, atravessando paisagens diversas, altas passagens andinas e desertos remotos. Esta é a história que deu origem ao livro Trilhando Sonhos.

Viajar de bicicleta é experimentar o mundo na velocidade certa. Sem o filtro de um vidro de carro ou a pressa de um voo comercial, a bicicleta permite sentir a mudança gradual de cada clima, ouvir o sotaque das populações locais e absorver a imensidão da geografia sul-americana. Cruzar o continente sobre duas rodas não é apenas um feito esportivo; é uma jornada profunda de autoconhecimento, simplicidade e reconexão com o essencial.

🗺️ Mapa da Rota dos 365 Dias (Interativo)

Passe o mouse ou toque nos pontos numerados de 1 a 15 para percorrer cada capítulo da viagem pelo continente.

Mapa da Viagem de Bicicleta pela América do Sul 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Capítulo 1 de 15 📖 Pág. 5

Sul do Brasil

🇧🇷 Brasil (Curitiba / SC / RS)

O início emocionante da travessia saindo de Curitiba, descendo as serras do Sul até a fronteira gaúcha. Primeiros 1.000 km e adaptação com 40kg na bike.

1. Como Surgiu a Viagem: Do Sonho da Juventude à Realidade

A ideia de realizar uma grande jornada de bicicleta pela América do Sul não nasceu de um impulso repentino nem de um desafio corporativo patrocinado. Ela começou a germinar dez anos antes: aos 18 anos de idade, Thiago Fantinatti já desenhava mapas à mão e rascunhava um roteiro de travessia continental que na época batizou de "Projeto Cone Sul". Por falta de recursos financeiros, o plano ficou adormecido por quase uma década.

Em meados de 2007, a inquietação voltou a pulsar com força. Thiago compartilhou a ideia com o amigo Martinho Herkrath, empresário em Ourinhos/SP, que prontamente abraçou a causa — Martinho também guardava desde a juventude o sonho de uma grande expedição sobre duas rodas. A partir daquele instante, o sonho transformou-se em compromisso: os dois começaram a treinar imediatamente pelas estradas de terra e asfalto da região.

A premissa era clara: não seria apenas uma aventura pessoal ou um feito esportivo isolado, mas sim um projeto cultural, ambiental e documental. O objetivo era conectar-se profundamente com as populações locais, utilizar energia solar limpa para abastecer os equipamentos eletrônicos de comunicação, enviar boletins de áudio para rádios, alimentar um diário constante na web e produzir material para um futuro livro e exposições fotográficas.

Diagrama original do projeto cultural Trilha Sulamericana

O fluxo original do projeto rascunhado em 2007: intercâmbio com comunidades, captação multimídia em HD, transmissão via web e rádio, uso de energia solar nas baterias e diário de bordo aberto ao público. 🔍 Clique para ampliar

2. O Treinamento: Mais de 7.000 km e a Viagem-Treino

Entre agosto de 2007 e agosto de 2008, foram doze meses de preparação disciplinada e mais de 7.000 km rodados em treinos. Tendo como base a cidade de Ourinhos/SP, a rotina incluía pedaladas constantes de 100 km aos fins de semana cortando dezenas de municípios do interior paulista e do norte pioneiro do Paraná — como Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Cambará, Ribeirão Claro, Santa Cruz do Rio Pardo, Salto Grande, Fartura, Assis e Marília.

Para testar o comportamento do corpo, a dinâmica das cargas nos alforjes e a convivência em cicloviagem autônoma, foi realizado um teste de fogo em fevereiro de 2008: uma viagem-treino de 506 km em 7 dias entre Curitiba/PR e Florianópolis/SC, descendo serras e enfrentando chuva, tráfego pesado na BR-101 e a mecânica das bicicletas carregadas.

Mapa do percurso de treino de Curitiba a Florianópolis

O trajeto da cicloviagem preparatória de 506 km em 7 dias (Curitiba ➔ Floripa), em fevereiro de 2008. 🔍 Clique para ampliar

Reportagem em jornal sobre a viagem de treinamento

Reportagem em jornal regional sobre o treinamento e o projeto da travessia sul-americana. 🔍 Clique para ampliar

3. O Equipamento Real: "Esqueça as Coisas Complicadas"

A filosofia adotada desde o primeiro dia de preparação foi direta e definitiva: "A escolha de equipamentos simples e duráveis é o ponto fundamental. Esqueça as coisas complicadas." Em cicloturismo de autossuficiência por regiões remotas, qualquer peça sofisticada demais pode se tornar um obstáculo intransponível se quebrar a centenas de quilômetros de um centro urbano.

As bicicletas de Thiago e Martinho no primeiro dia da viagem

As bicicletas no primeiro dia de estrada, com os alforjes traseiros carregados e prontas para a travessia continental. 🔍 Clique para ampliar

Antes da largada, cada grama de bagagem foi pesado e reavaliado. Itens que pareciam úteis no papel foram conscientemente cortados — como os alforjes dianteiros (para aliviar o peso frontal na direção), coturnos pesados e flashes extras de estúdio. O foco ficou na máxima resistência e confiabilidade.

Alforje traseiro Ortlieb estanque
Alforjes Estanques Ortlieb

Alforjes traseiros 100% impermeáveis com fecho de rolo, combinados com bolsa de guidão Arara Una. Protegeram roupas, câmeras e documentos contra tempestades torrenciais e poeira de rípio.

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Barraca Manaslu Discovery Light
Barraca Manaslu Discovery Light

Barraca geodésica nacional 4 estações de alta montanha. Resistiu com louvor a ventos patagônicos implacáveis de mais de 100 km/h, tempestades de neve e geadas no Altiplano.

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Layout numerado dos equipamentos de expedição
Layout Explodido (Itens 1 a 38)

Registro fotográfico original com a distribuição numerada de cada item levado na bagagem: câmeras SLR, lentes 17-50mm e 70-200mm, painel solar Brunton, GPS Garmin e itens de acampamento.

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Vestuário e roupas térmicas de expedição
Vestuário Técnico (Itens 39 a 51)

Camadas térmicas Solo X-Termo (segunda pele, balaclava e luvas), jaqueta polartec Solo Nordic, calça impermeável Conquista, casaco de lã de cordeiro de Punta Arenas e as indispensáveis Havaianas.

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Conjunto Equipamentos Reais Utilizados na Viagem
Bicicleta & Carga Mountain Bike com aros parede dupla e 36 raios inox reforçados; bagageiro de alta resistência; alforjes traseiros estanques Ortlieb; bolsa de guidão com capa de chuva Arara Una.
Acampamento & Noite Barraca geodésica Manaslu Discovery Light; saco de dormir Deuter (-5°C); isolante térmico Conquista 9mm; manta plástica aluminizada de emergência contra hipotermia.
Cozinha na Estrada Fogareiro artesanal à álcool (espiriteira) usado nos primeiros meses, posteriormente substituído em Santiago por um fogareiro compacto a gás; panela leve de alumínio; caneca e colher.
Eletrônicos & Mídia Câmera SLR digital com lentes 17-50mm f/2.8 e 70-200mm f/4L; filmadora digital compacta Canon HG10; caixa de proteção estanque Outex; smartphone Palm Treo 680; painel solar Brunton para carga de baterias; GPS Garmin com altímetro barométrico; ciclocomputador Cateye.
Mecânica & Reparos Extrator de corrente (saca-corrente), alicate multiuso, chave de raios, jogo de chaves Allen, canivete suíço, bomba de ar, remendos, 2 câmaras de ar reserva e 1 pneu dobrável de Kevlar extra.

Quer Viver Essa Aventura em Detalhes?

No livro autobiográfico Trilhando Sonhos, Thiago Fantinatti narra com honestidade e emoção todas as crônicas, encontros e perrengues vividos ao longo deste ano inesquecível pela América do Sul.

4. Os Superlativos Continentais Superados no Pedal

A América do Sul é um continente de contrastes superlativos. Ao longo de 365 dias, o percurso conectou alguns dos pontos geográficos mais extremos do planeta Terra, cruzando biomas que vão da umidade tropical das florestas à aridez mais absoluta conhecida pelo homem:

Mapa da América do Sul com os pontos geográficos extremos da expedição

A geografia monumental do continente sul-americano: da estepe austral às altitudes do altiplano andino e aos rios da bacia amazônica. 🔍 Clique para ampliar

O Deserto Mais Seco
Deserto de Atacama
🇨🇱 Chile — O lugar não-polar mais árido do planeta
O Maior Salar do Mundo
Salar de Uyuni
🇧🇴 Bolívia — 10.582 km² de horizonte branco infinito
Lago Navegável Mais Alto
Lago Titicaca
🇧🇴 🇵🇪 Bolívia e Peru — A 3.812 metros de altitude
Capital Mais Alta
La Paz
🇧🇴 Bolívia — Encravada a 3.640 metros nos Andes
Cadeia Mais Longa
Cordilheira dos Andes
Mais de 7.000 km de montanhas contínuas
Território Mais Austral
Terra do Fogo / Ushuaia
🇦🇷 Argentina — O lendário "Fin del Mundo"
Geleira Fora dos Polos
Campo de Gelo Sul
🇦🇷 🇨🇱 Glaciar Perito Moreno e gelo continental
Maior Rio e Bacia
Rio Madeira e Amazonas
🇧🇷 Brasil — O maior volume de água doce da Terra
Maior Floresta Tropical
Floresta Amazônica
🇧🇷 Acre, Rondônia, Amazonas e Pará

5. Companheiros de Estrada: Encontros que Marcaram a Viagem

"Durante os 365 dias da viagem passei por mais de 200 localidades. Onze companheiros foram especiais e puderam seguir comigo durante vários dias de bicicleta."

Embora o cicloturismo de expedição costume ser visto como um ato solitário, a estrada revela uma verdade muito mais bonita: ela é um ponto de convergência de almas generosas e de viajantes do mundo inteiro que compartilham o mesmo ritmo de vida. Ao longo dos meses, caminhos se cruzaram de forma espontânea:

Martinho Herkrath
Martinho Herkrath
🇧🇷 Ourinhos/SP — Parceiro de Sonho e Treinos

Empresário na área de culinária e confeitaria em Ourinhos/SP. Treinou um ano inteiro ao lado de Thiago, pedalando milhares de quilômetros na fase preparatória, e esteve na estrada nos primeiros 10 dias de viagem até que imprevistos familiares exigiram seu retorno.

Vincent Degove e Maxime Giordano
Vincent Degove & Maxime Giordano
🇫🇷 França — 2.000 km e 45 dias juntos

Vincent, franco-chileno que partiu do Rio de Janeiro rumo a Cuba, pedalou junto desde Buenos Aires cruzando mais de 2.000 km pelos pampas e Patagônia. Max, de Cannes (que já havia cruzado a Europa, Rússia e Austrália), juntou-se ao grupo em Puerto Pirámides até Comodoro Rivadavia.

Joaquim e Luiz
Joaquim & Luiz
🇦🇷 Argentina — Travessia da Península Valdés

Encontrados em Puerto Madryn e Puerto Pirámides. Compartilharam seis dias inesquecíveis acampando e pedalando juntos por toda a Península Valdés, cercados por leões marinhos, guanacos e baleias francas.

Matias Viera
Matias Viera
🇦🇷 Argentina — Rumo ao Fin del Mundo

Conhecido na vila de Tolhuin, a 105 km de Ushuaia. Seguiram juntos pedalando até a mítica cidade do Fim do Mundo e exploraram em conjunto as trilhas do Parque Nacional Tierra del Fuego durante 5 dias memoráveis.

Ralph Mertens
Ralph Mertens
🇩🇪 Alemanha (Munique) — 53 dias e 1.800 km juntos

Cicloviajante experiente que já havia percorrido o continente africano de bicicleta por 22 meses. Encontraram-se na estrada perto de Punta Arenas e pedalaram juntos por quase dois meses cruzando a lendária Carretera Austral até Puerto Montt.

Zach Hoyopatubbi e Thomas Shultz
Zach Hoyopatubbi & Thomas Shultz
🇺🇸 EUA (Alasca e Seattle) — Carretera Austral

Thomas e Zach iniciaram a viagem em Ushuaia. Após cruzarem caminhos repetidas vezes em El Chaltén e nas estradas de rípio, uniram forças em Coyhaique e pedalaram juntos por duas semanas até Puerto Montt.

Mariano Balzarini
Mariano Balzarini
🇦🇷 Argentina — A Rota dos Sete Lagos e Temuco

Encontrado ao acaso saindo de Bariloche após dica de outro ciclista. Pedalaram juntos por dois dias na cinematográfica Rota dos Sete Lagos até San Martín de los Andes. Semanas mais tarde, reencontraram-se por pura coincidência nas ruas de Temuco, no Chile.

Olivier Peyre
Olivier Peyre
🇫🇷 França — Volta ao Mundo em 4 Anos

Cicloviajante em volta ao mundo de bicicleta conhecido em uma loja de artigos esportivos em Santiago. Reencontraram-se em Valparaíso e pedalaram juntos por 500 km pelo litoral chileno até La Serena, antes da entrada no Atacama.

6. O Diário de Bordo: Momentos Marcantes e Estatísticas Reais

O registro diário (logbook da expedição) detalhou fielmente cada um dos 365 dias, computando quilometragens diárias, estados de clima, quebras mecânicas e acolhimentos inesperados:

365
Dias de Viagem
6
Países Cruzados
150 km
Maior Tiro num Só Dia
4.725 m
Altitude Máxima
200+
Localidades Visitadas

Fragmentos Autênticos do Diário de Bordo

  • A Provação Inicial (Fratura e Retomada): A viagem começou em 7 de setembro de 2008. Logo nas primeiras semanas no Paraná, uma queda resultou em fratura no braço, impondo uma pausa médica forçada. Em 2 de novembro de 2008, curado e mais determinado do que nunca, Thiago retomou os pedais a partir de Castro/PR sob chuva fria.
  • As Etapas de Resistência Extrema: Dias memoráveis de 150 km pedalados debaixo de vento e sol forte, como os trechos Joinville (SC), Colonia del Sacramento (Uruguai) e General Conesa (Patagônia Argentina).
  • Pernoites Acolhedores e Acampamentos Singulares: Noites em barraca montada atrás de postos de serviço da estepe patagônica, acolhimento em quartéis do Corpo de Bombeiros, o Natal silencioso e mágico de 2008 acampando solitário no Cerro de la Gloria (Argentina), e inúmeras noites acolhido com jantares fartos por famílias locais.
  • Memória e Consciência em Xapuri: No coração do Acre, a visita emocionante à casa e ao legado de Chico Mendes no dia 332 da jornada.
  • O Final das Pedaladas e a Descida dos Rios: O encerramento oficial das pedaladas ocorreu em Porto Velho/RO (dia 342). De lá, a bicicleta embarcou para cinco dias de navegação fluvial em redes pelos rios Madeira e Amazonas até Manaus e Belém do Pará, onde no dia 365 (24 de novembro de 2009) completou-se este marco de vida.

7. Roteiro e Países Percorridos

A rota cruzou cenários de contrastes extremos: da umidade das praias tropicais às altitudes geladas dos Andes, passando pela aridez extrema do Deserto do Atacama e pelos pampas abertos.

  • Países Visitados: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru.
  • Distância Total: Milhares de quilômetros rodados de forma autônoma.
  • Tempo Total: 365 dias (12 meses contínuos de expedição).

8. Custos e Orçamento

Ao contrário do turismo tradicional, o cicloturismo de longa duração elimina os dois maiores gastos de qualquer viagem: **transporte** (você se move com a própria força) e **hospedagem cara** (combinando acampamento selvagem e recepções locais).

Os maiores custos diários resumem-se à **alimentação** e à compra eventual de peças de reposição para a bicicleta (pneus, correntes e sapatas de freio).

9. Alimentação na Estrada

Pedalar carregado consome entre 3.500 e 5.000 calorias diárias. A rotina alimentar na estrada baseia-se em carboidratos complexos de cozimento rápido (macarrão, arroz, aveia), grãos, frutas secas, castanhas e alimentos locais encontrados nos pequenos mercados de vila.

10. Hospedagem e Acampamento

Durante os 365 dias, as noites de sono dividiram-se entre:

  1. Acampamento Selvagem: Montar a barraca em locais tranquilos, no topo de passagens de montanha ou à beira de rios.
  2. Hospitalidade Local: Postos de combustíveis, quartéis de bombeiros, igrejas e casas de moradores locais que abrem as portas para apoiar cicloviajantes.
  3. Albergues e Hostels: Utilizados ocasionalmente em cidades maiores para lavar roupas e descansar.

11. Segurança e o Mito do Perigo

Uma das maiores descobertas da viagem é o quanto o **medo da violência é amplificado**. Ao longo de um ano inteiro pedalando por estradas remotas e periferias da América do Sul, a constante foi o respeito e a generosidade das populações locais.

Para conferir mais sobre essa reflexão, leia também o artigo completo O Clichê do Medo.

12. Dificuldades e Perrengues

Nenhuma viagem de 365 dias ocorre sem desafios profundos. Os principais obstáculos enfrentados foram:

  • O Vento Patagônico: Ventos de frente constantes que reduzem a velocidade da bicicleta para menos de 8 km/h.
  • Altitude nos Andes: O ar rarefeito acima dos 4.000 metros de altitude torna cada pedalada um esforço físico intenso.
  • A Trilha do Telégrafo: Trechos de lama acumulada e isolamento total (confira o relato completo em A Trilha do Telégrafo).

13. Andes, Atacama e os Grandes Cenários

Alguns cenários naturais marcam a alma de um viajante para sempre. Cruzar a Cordilheira dos Andes sob neve, pedalar pelas retas infinitas do Deserto do Atacama e sentir a imensidão da natureza sul-americana são experiências que redefinem nossa perspectiva de vida e pequenez diante do planeta.

14. Palestras da Viagem e Mídias

Essa jornada inspirou milhares de pessoas em conferências pelo Brasil. Abaixo você pode assistir à apresentação oficial no TEDx e também à palestra completa e aprofundada de mais de 1 hora apresentada no Congresso Nacional de Cicloturismo (CNVNC):

Palestra Oficial TEDx (15 min)

A essência da expedição, a decisão de tirar o sonho do papel e a transformação de pedalar 365 dias pela América do Sul. Ler transcrição e crônicas →

Palestra Completa: Trilhando Sonhos (+1h)

Congresso Nacional de Cicloturismo (CNVNC). Relato aprofundado com logística de acampamento, equipamentos reais, rotas e perrengues. ★ Mais de 26.000 visualizações e 175 comentários.

15. Perguntas Frequentes (FAQ)

Quanto tempo dura uma viagem de bicicleta pela América do Sul? ▼
Qual é a melhor bicicleta para cicloturismo de longa distância? ▼
É muito perigoso viajar sozinho de bicicleta pelo continente? ▼

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